Levantamento próprio da Rise Digital
Analisamos 809 estabelecimentos reais em 7 cidades brasileiras, em sete segmentos, e conferimos um por um se tinham endereço próprio na internet. 230 não tinham. Os números estão abaixo, quebrados por segmento e por cidade, cada linha com o tamanho da própria amostra.
Coleta de 11/08/2026 a 12/08/2026. Fonte: Google Maps, via Places API. Publicado em 27/08/2026.
O Sebrae mede maturidade digital e mostra que 88% dos pequenos negócios usam internet, 74% entre os MEIs. É um retrato de uso, concentrado em rede social e banco. Presença de site por segmento não aparece ali, nem em nenhuma outra base pública brasileira que a gente tenha encontrado.
Esse é o buraco que este levantamento preenche. Não é opinião de agência sobre o mercado: é contagem, feita negócio por negócio, com o método aberto no fim da página para qualquer um refazer.
E antes que a conclusão fácil apareça: perfil no Google, Instagram ativo e WhatsApp comercial não são site. A maioria desses negócios tem os três. O que eles não têm é um endereço que seja deles, e é dessa diferença que dependem anúncio de busca, remarketing e qualquer medição honesta de conversão.
Amostra pequena, menos de 50 negócios. Vale como indício.
Amostra pequena, menos de 50 negócios. Vale como indício.
Amostra pequena, menos de 50 negócios. Vale como indício.
Amostra pequena, menos de 50 negócios. Vale como indício.
O termo trazido pela busca inclui, em algumas praças, academia de dança e de idiomas, então a linha subestima a taxa das academias de musculação.
Em 58 oficinas analisadas, 40 não tinham site. É mais que o dobro da média geral e mais que o quádruplo do segmento mais equipado da lista. Um mercado onde quase todo mundo depende de indicação e de mapa, e onde quem tem o endereço próprio disputa quase sozinho.
Santa Maria, RS aparece com 47% sem site, contra 18% em Curitiba, PR. A leitura mais provável é pressão competitiva: quanto mais concorrido o mercado, mais cedo o site deixa de ser opcional. Vale como observação, não como causa comprovada, porque os segmentos não estão distribuídos igualmente entre as cidades.
Os 579 que têm site entraram na conta como quem tem, e só. Nada aqui diz que esses sites medem conversão, aparecem na busca ou carregam rápido no celular, e é exatamente essa a segunda pergunta. Ela dá para responder em menos de um minuto, logo abaixo.
Fonte e período. Google Maps, via Places API, com coleta entre 11/08/2026 e 12/08/2026. Um termo de busca por segmento, em cada uma das 7 cidades.
Amostra. 896 estabelecimentos coletados, dos quais 809 chegaram à verificação de site e formam o denominador de tudo nesta página. 87 ficaram de fora porque saíram antes, por procura muito baixa na região ou reputação muito ruim. Contá-los como se tivessem site inventaria uma resposta que a coleta não deu.
Critério. Conta como sem site o negócio cujo perfil no Google não declara endereço próprio na internet. Rede social e WhatsApp não contam como site, pelo motivo já dito lá em cima.
Limites que a gente conhece. A busca do Google não é neutra: ela ordena por relevância e proximidade, então o levantamento retrata quem o consumidor encontra, não o universo de empresas registradas. O termo de cada segmento também carrega ambiguidade, e onde isso pesa a ressalva está publicada na própria linha da tabela. Por fim, quatro segmentos têm menos de 50 negócios e valem como indício.
O que não está aqui. Nenhum estabelecimento é identificado, nem por nome, nem por telefone, nem por endereço. Só percentual agregado, como manda a política de uso da fonte.
Rise Digital. Presença de site em negócios locais brasileiros: 809 estabelecimentos em 7 cidades. Coleta de 11/08/2026 a 12/08/2026. Publicado em 27/08/2026. Disponível em risedigitalmarketing.com.br/estudo/negocios-locais-sem-site/
Use os números à vontade, com crédito e com o tamanho da amostra junto. 3 dos 7 segmentos têm base suficiente para virar afirmação.